Ex-presidente Jair Bolsonaro é preso pela Polícia Federal após decisão do STF

Bolsonaro é preso preventivamente pela PF em Brasília após ordem do STF. Decisão cita risco à ordem pública e agrava crise política nacional.

Ex-presidente Jair Bolsonaro é preso pela Polícia Federal após decisão do STF
Jair Bolsonaro chega à Superintendência da PF em Brasília após prisão preventiva autorizada pelo STF. - RADIO SOROCABA

Bolsonaro é preso preventivamente pela PF em Brasília após ordem do STF. Decisão cita risco à ordem pública e agrava crise política nacional.

Por: Roberto Neander



Em um dos atos mais tensos e decisivos do cenário político recente, o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro foi preso preventivamente na manhã deste sábado (22), após determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). A prisão, cumprida pela Polícia Federal, ocorreu na residência do ex-presidente, em Brasília, e foi motivada pelo argumento da “garantia da ordem pública”, segundo o mandado expedido pelo ministro Alexandre de Moraes.



Bolsonaro foi conduzido à Superintendência da Polícia Federal, onde permanece sob custódia. A operação acontece um dia após o senador Flávio Bolsonaro, seu filho mais velho, convocar uma vigília de apoiadores em frente ao condomínio da família. A mobilização foi considerada pela PF como fator de risco para turbulência social e possível interferência nas investigações.



A defesa do ex-presidente afirmou que “não tinha conhecimento de decisão que determinasse a prisão”, alegando surpresa diante da medida cautelar.



Condenações já definidas pelo STF



A prisão preventiva não marca o início do cumprimento da pena de 27 anos e três meses a que Bolsonaro foi condenado em 11 de setembro. Naquela sessão histórica, por 4 votos a 1, o STF sentenciou Bolsonaro e sete aliados pelos crimes de:



Organização criminosa armada



Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito



Golpe de Estado



Dano qualificado por violência e grave ameaça



Deterioração de patrimônio tombado



As penas ultrapassam 20 anos de reclusão para a maioria dos condenados, mas a execução ainda depende da análise de eventuais recursos, incluindo embargos infringentes, que a defesa já anunciou que irá apresentar.



Pedido para cumprir pena em casa



Na sexta-feira (21), a defesa de Bolsonaro enviou pedido a Alexandre de Moraes solicitando que a eventual pena seja cumprida em regime domiciliar, argumentando que o ex-presidente “não teria condições físicas de ser encaminhado a um presídio comum”. Os advogados afirmam que o ex-chefe do Executivo está com “saúde profundamente debilitada” e que sua integridade estaria em risco no sistema prisional.



O pedido ainda será analisado.



Aliados também condenados



Além de Bolsonaro, também tiveram recursos negados:



Walter Braga Netto, ex-ministro e candidato a vice em 2022



Almir Garnier, ex-comandante da Marinha



Anderson Torres, ex-ministro da Justiça



Augusto Heleno, ex-chefe do GSI



Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa



Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin



Já o ex-ajudante de ordens Mauro Cid, que assinou acordo de delação premiada, não recorreu. Ele cumpre pena em regime aberto e já retirou a tornozeleira eletrônica.



O caso segue em atualização e promete novos desdobramentos nas próximas horas, ampliando o impacto jurídico e institucional que assombra o país.



Por: Roberto Neander

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