Tragédia em Campo Belo: incêndio destrói 30 casas e deixa 80 pessoas desabrigadas na zona sul de São Paulo
Incêndio destrói 30 casas em favela de Campo Belo, SP. Cerca de 80 pessoas ficaram desabrigadas. Confira os detalhes exclusivos com Roberto Neander para o Jornal Sorocaba Notícias da Rádio Sorocaba.
SÃO PAULO – Na noite de quinta-feira (20), um incêndio de grandes proporções devastou uma favela na região do Campo Belo, zona sul da capital paulista, deixando um rastro de destruição e desespero. Cerca de 30 casas foram totalmente consumidas pelas chamas, e 80 pessoas ficaram desabrigadas, segundo balanço preliminar da Defesa Civil.
O fogo, que começou por volta das 19h25, se espalhou com velocidade alarmante devido à alta concentração de materiais inflamáveis e às estruturas precárias típicas de áreas de ocupação irregular. O Corpo de Bombeiros acionou 19 viaturas e centenas de militares em uma operação que se estendeu até a madrugada desta sexta-feira (21), quando o incêndio foi finalmente controlado, por volta da 1h.
Apesar do esforço conjunto das equipes de resgate, a tragédia já havia deixado marcas profundas: aproximadamente 1.000 m² de área queimada, famílias sem teto, pertences reduzidos a cinzas e uma comunidade mergulhada em luto e incerteza.
Causas ainda sob investigação
As autoridades ainda não identificaram a origem do incêndio. A Polícia Civil, em parceria com técnicos da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros, já iniciou os trabalhos de perícia para apurar se houve negligência, acidente doméstico ou até mesmo ação criminosa.
Enquanto isso, a prioridade imediata é o acolhimento humanitário das vítimas. A prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, está mobilizando abrigos temporários, cestas básicas e apoio psicológico para as famílias afetadas.
Um alerta que não pode ser ignorado
O caso reacende o debate sobre a falta de políticas habitacionais eficazes e a vulnerabilidade extrema de milhares de famílias que vivem em áreas de risco na Grande São Paulo.
A solidariedade comunitária já começou a se organizar, mas especialistas reforçam: sem intervenção estrutural do poder público, tragédias como essa continuarão a se repetir.
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